Crédito como alavanca estratégica: a diferença entre crescer e se endividar
- Hamilton Trecco
- há 2 dias
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Crédito tem má reputação entre donos de PME. E faz sentido. A maioria das experiências com crédito empresarial no Brasil começa em desespero: caixa no limite, contas vencendo, banco como última saída. Nessas condições, qualquer crédito disponível parece bom. Quase nunca é.
O problema não é o crédito. É o momento e o motivo pelo qual ele é contratado.
Crédito por desespero
É o que acontece quando a empresa precisa do dinheiro agora. O empresário aceita a taxa que aparecer, o prazo que tiver e assina sem calcular o impacto no fluxo de caixa dos próximos meses. O resultado é previsível: o crédito resolve o problema de hoje e cria o problema do mês que vem.
Crédito como alavanca
É diferente. O empresário identifica uma oportunidade, calcula o retorno esperado, compara com o custo do capital e decide com base em números. Se o retorno da operação é maior que o custo do crédito, faz sentido tomar. Se não é, não faz. Parece simples. Mas exige que a empresa já tenha controle financeiro suficiente para fazer esse cálculo com confiança.
Como saber se o crédito vai trabalhar a seu favor
Antes de contratar qualquer linha de crédito, responda a três perguntas: para que exatamente vai ser usado esse dinheiro, qual o retorno esperado dessa aplicação e o fluxo de caixa dos próximos meses comporta as parcelas sem comprometer a operação. Se as três respostas forem claras, o crédito pode ser uma ferramenta. Se alguma delas for vaga, é melhor esperar.
O livro A Virada trata do crédito como parte da estratégia de expansão de João, mostrando a diferença entre financiar crescimento e financiar sobrevivência.


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