Pró-labore: por que todo dono de PME precisa se pagar como funcionário
- Hamilton Trecco
- 28 de mar.
- 1 min de leitura
Atualizado: 10 de mai.
Existe um erro financeiro que a maioria dos donos de PME comete sem perceber. Ele distorce completamente a visão sobre a saúde do negócio e é invisível enquanto está acontecendo.
O erro é não definir um pró-labore fixo.
Pró-labore é o salário do sócio. A remuneração pelo trabalho que você, como dono, executa dentro da empresa. Não é lucro. Não é retirada. É um custo fixo da operação, como o salário de qualquer funcionário.
O que acontece quando não existe pró-labore definido? O dono retira dinheiro da empresa conforme a necessidade pessoal do mês. Às vezes mais, às vezes menos. Isso cria dois problemas graves. Primeiro, o caixa da empresa vira extensão da carteira pessoal. Segundo, fica impossível saber se o negócio é realmente lucrativo, porque o custo do trabalho do dono nunca aparece nas contas.
Para definir o valor certo, pesquise quanto custaria contratar alguém para fazer o que você faz dentro da empresa. Esse é o ponto de partida. Defina um valor fixo mensal, lance como despesa no fluxo de caixa e pague a si mesmo como funcionário. Assim a empresa passa a funcionar com números reais.
O que muda depois dessa decisão? Você passa a enxergar o lucro real do negócio. As decisões de investimento ficam mais sólidas. E você para de confundir a necessidade pessoal com a saúde financeira da empresa, que são coisas completamente diferentes.
Esse é um dos temas centrais do livro A Virada, onde tratamos da estrutura financeira necessária para crescer com controle e sustentabilidade.


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