Ponto de equilíbrio: o número que diz se sua empresa está no vermelho ou no lucro
Toda empresa tem uma linha invisível. Abaixo dela, cada venda cobre custo mas não sobra nada. Acima dela, cada venda vira lucro real. Essa linha tem nome: ponto de equilíbrio.
Ponto de equilíbrio é o faturamento mínimo que a empresa precisa atingir em um mês para pagar todos os seus custos e despesas, fixos e variáveis, sem ter prejuízo nem lucro. Abaixo desse número, a empresa opera no vermelho mesmo vendendo. Acima, cada real adicional de venda começa a formar margem de lucro de verdade.
O cálculo parte de três informações que a maioria dos donos de PME já tem, mas raramente organiza junta: custos fixos mensais (aluguel, folha, energia, parcelas de empréstimo), custo variável por unidade vendida (matéria-prima, comissão, frete) e preço de venda médio. A margem de contribuição, que é o preço de venda menos o custo variável, dividida pelos custos fixos, mostra quantas unidades ou quanto faturamento é necessário para zerar o resultado.
Uma indústria de embalagens com custos fixos de R$ 40 mil por mês e margem de contribuição de 35% sobre cada venda precisa faturar pouco mais de R$ 114 mil só para não ter prejuízo. Tudo que vender acima disso já é lucro. Tudo abaixo, mesmo que pareça um mês de vendas razoável, está financiando a operação com o próprio caixa.
O erro mais comum é calcular o ponto de equilíbrio uma vez e esquecer que ele muda. Um novo funcionário, um aumento de aluguel, uma matéria-prima mais cara deslocam essa linha para cima. Empresas que cresceram nos últimos dois anos e não recalcularam o ponto de equilíbrio costumam ter uma surpresa desagradável quando finalmente fazem a conta.
Esse número não substitui o DRE nem o fluxo de caixa. Ele complementa os dois, respondendo a uma pergunta que nenhum dos outros responde sozinho: qual é o piso de faturamento que mantém a empresa em pé.



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