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Ponto de equilíbrio: o número que diz se sua empresa está no vermelho ou no lucro

Hamilton Trecco
8 de jul.
2 min de leitura

Toda empresa tem uma linha invisível. Abaixo dela, cada venda cobre custo mas não sobra nada. Acima dela, cada venda vira lucro real. Essa linha tem nome: ponto de equilíbrio.

Ponto de equilíbrio é o faturamento mínimo que a empresa precisa atingir em um mês para pagar todos os seus custos e despesas, fixos e variáveis, sem ter prejuízo nem lucro. Abaixo desse número, a empresa opera no vermelho mesmo vendendo. Acima, cada real adicional de venda começa a formar margem de lucro de verdade.

O cálculo parte de três informações que a maioria dos donos de PME já tem, mas raramente organiza junta: custos fixos mensais (aluguel, folha, energia, parcelas de empréstimo), custo variável por unidade vendida (matéria-prima, comissão, frete) e preço de venda médio. A margem de contribuição, que é o preço de venda menos o custo variável, dividida pelos custos fixos, mostra quantas unidades ou quanto faturamento é necessário para zerar o resultado.

Uma indústria de embalagens com custos fixos de R$ 40 mil por mês e margem de contribuição de 35% sobre cada venda precisa faturar pouco mais de R$ 114 mil só para não ter prejuízo. Tudo que vender acima disso já é lucro. Tudo abaixo, mesmo que pareça um mês de vendas razoável, está financiando a operação com o próprio caixa.

O erro mais comum é calcular o ponto de equilíbrio uma vez e esquecer que ele muda. Um novo funcionário, um aumento de aluguel, uma matéria-prima mais cara deslocam essa linha para cima. Empresas que cresceram nos últimos dois anos e não recalcularam o ponto de equilíbrio costumam ter uma surpresa desagradável quando finalmente fazem a conta.

Esse número não substitui o DRE nem o fluxo de caixa. Ele complementa os dois, respondendo a uma pergunta que nenhum dos outros responde sozinho: qual é o piso de faturamento que mantém a empresa em pé.

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