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Caixa e capital de giro
Liquidez, fluxo, conciliação, ciclos, recebíveis, NCG e reservas


Risco cambial: o problema começa quando a empresa assume o compromisso, não quando o dólar sobe.
Uma empresa encomenda mercadorias no exterior para pagar em dólares daqui a 90 dias. No dia do pedido, registra o custo usando a cotação daquele momento. Depois, acompanha o câmbio apenas por curiosidade. Quando o dólar sobe, descobre que a margem prevista diminuiu. O problema não começou no dia da alta. Começou quando a empresa assumiu uma obrigação em moeda estrangeira sem definir como administraria a variação até o pagamento. Existe exposição cambial quando o valor em reai
Hamilton Trecco
4 de set.2 min de leitura


Conciliação bancária: o saldo do banco não conta toda a história
Abrir o aplicativo do banco e encontrar saldo positivo traz uma sensação de segurança. Entretanto, o saldo bancário mostra apenas o dinheiro que está na conta naquele instante. Ele não confirma que todos os recebimentos foram identificados, que todos os pagamentos foram registrados ou que as obrigações futuras estão consideradas. A conciliação bancária existe para comparar duas fontes: o extrato fornecido pelo banco e os registros internos da empresa. Quando os dois lados coi
Hamilton Trecco
26 de ago.3 min de leitura


Necessidade de Capital de Giro: o número que mostra se o crescimento está drenando o caixa
Capital de giro positivo no balanço não impede uma empresa de ficar sem caixa. Essa aparente contradição confunde muitos donos de PME, porque o indicador mais conhecido, capital de giro, ativo circulante menos passivo circulante, não é o mesmo número que efetivamente aperta o caixa quando o negócio cresce. Esse outro número tem nome: necessidade de capital de giro, NCG. A necessidade de capital de giro isola apenas a parte operacional do ativo e do passivo circulante, aquela
Hamilton Trecco
19 de ago.2 min de leitura
Sazonalidade: como fechar o ano no azul sem levar susto no meio dele
Empresas sazonais fecham o ano no azul e mesmo assim passam por dois ou três meses seguidos com o caixa no vermelho. O dono vê o resultado anual positivo e se surpreende quando o extrato bancário conta outra história em pleno meio do ano. O problema não é a sazonalidade em si, ela é previsível e conhecida por quem está no negócio há alguns anos. O problema é tratar o fluxo de caixa como se fosse plano, dividindo o faturamento anual por doze partes iguais, quando a operação re
Hamilton Trecco
17 de ago.2 min de leitura
Comprar à vista com desconto ou parcelado, como decidir
Fornecedor oferece desconto para pagamento à vista, e a decisão de aceitar ou não costuma ser tomada no automático: se sobra caixa, paga à vista e leva o desconto; se não sobra, parcela. Essa lógica ignora um cálculo simples que muda a decisão na maioria dos casos: o desconto oferecido, quando anualizado, quase sempre representa uma taxa de retorno muito acima do que a empresa consegue em qualquer aplicação ou do que paga em qualquer linha de crédito. O cálculo funciona assim
Hamilton Trecco
14 de ago.2 min de leitura
Antecipação de recebíveis: quando vale trocar prazo por caixa hoje
Toda venda a prazo cria dois registros ao mesmo tempo: a receita, que já entra na demonstração de resultado, e o direito de receber aquele valor no futuro, que fica parado no contas a receber até a data combinada. Entre a venda e o recebimento existe um instrumento financeiro que muitas PMEs conhecem mal e usam pior, a antecipação de recebíveis. Ela transforma esse direito futuro em caixa disponível hoje, mediante o pagamento de um desconto. A antecipação aparece sob formas d
Hamilton Trecco
31 de jul.2 min de leitura
Liquidez corrente e liquidez seca: os indicadores que mostram se a empresa aguenta pagar as contas
Nenhum dono de PME acorda pensando em índice de liquidez, mas quase todos já sentiram na pele o que esse número mede: a diferença entre ter dinheiro disponível e ter patrimônio no papel. Liquidez corrente e liquidez seca são dois indicadores calculados a partir do balanço patrimonial que respondem a uma pergunta direta. Se todas as contas de curto prazo vencessem amanhã, a empresa teria como pagar? Liquidez corrente é o ativo circulante dividido pelo passivo circulante. O ati
Hamilton Trecco
29 de jul.2 min de leitura
Ciclo financeiro e ciclo operacional: o tempo que o dinheiro fica parado
Toda operação tem um intervalo entre gastar e receber. Esse intervalo tem nome e tem cálculo, e a maioria dos donos de PME nunca mediu o próprio. Ciclo operacional é o tempo total entre a compra da matéria-prima ou mercadoria e o recebimento da venda. Ele soma dois prazos: o prazo médio de estocagem, que é quanto tempo o produto fica parado até ser vendido, e o prazo médio de recebimento, que é quanto tempo leva entre a venda e o dinheiro efetivamente entrar no caixa. Ciclo f
Hamilton Trecco
15 de jul.2 min de leitura
Capital de giro: por que ele afunda empresas que estão crescendo
Parece contradição. A empresa está crescendo, as vendas aumentam, os clientes estão chegando. E o caixa está no limite. Não é contradição. É capital de giro consumindo tudo que entra. Capital de giro é o dinheiro que a empresa precisa para funcionar entre o momento em que gasta e o momento em que recebe. Quando você compra matéria-prima hoje e recebe do cliente em 30 dias, precisa ter esse intervalo coberto. Quando as vendas crescem, esse intervalo cresce junto. E se o caixa
Hamilton Trecco
11 de mai.1 min de leitura
Reserva de emergência: por que toda PME precisa ter uma
A reserva de emergência não é assunto só de finanças pessoais. Toda empresa precisa de uma. E a maioria das PMEs não tem. O resultado aparece nas crises. Uma queda de faturamento, um equipamento que quebra, um cliente grande que atrasa o pagamento. Sem reserva, o empresário vai para o banco pedir crédito de emergência, quase sempre nas piores condições possíveis. Quanto guardar O ponto de partida é três meses de despesas fixas. Isso inclui folha de pagamento, aluguel, energia
Hamilton Trecco
27 de abr.1 min de leitura
Fluxo de caixa: como sair do improviso e começar a decidir com antecedência
A maioria dos donos de PME só descobre que o caixa está no limite quando o problema já está instalado. Aí começa a corrida: atrasa fornecedor, negocia prazo, pede empréstimo. Tudo apagando incêndio. Existe uma saída. Não é complicada. Exige disciplina, não formação contábil. Separe entradas e saídas Liste tudo que entra: vendas, recebimentos, empréstimos. E tudo que sai: fornecedores, salários, impostos, aluguel. Sem exceção. O erro mais comum é esquecer despesas pequenas que
Hamilton Trecco
28 de mar.1 min de leitura
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